sábado, 31 de janeiro de 2009

jude law




mas gosto da noite e do riso de cinzas. gosto do
deserto, e do acaso da vida. gosto dos enganos, da sorte e
dos encontros inesperados.
pernoito quase sempre no lado sagrado do meu coração,
ou onde o medo tem a precaridade doutro corpo.

a dor de todas as ruas vazias.

pois bem, mário - o paraíso sabe-se que chega a lisboa
na fragata do alfeite.
basta pôr uma lua nervosa no
cimo do mastro, e mandar arrear o velame.

é isto que é preciso dizer: daqui ninguém sai sem
cadastro.


Photobucket

[al berto]

2 comentários:

pinguim disse...

Desde que o vi a fazer de amante de Óscar Wilde no filme homónimo, me camou a atenção; este belíssimo actor inglês além do mais tem protagonizado vários personagens muito curiosos e aparece quase sempre a mostrar algo do seu corpo.
Mas o melhor dele, são mesmo os olhos.
A foto é muito boa e o verso...é de Al berto; é preciso dizer mais?
Abraço.

Paulo disse...

muito boa associação: «daqui ninguém sai sem cadastro»! e mais nada!

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